Lima de Freitas
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«O símbolo, com efeito, permite um número indefinido de interpretações, na medida em que postula uma metalinguagem e exige um esforço constante de adequação» (Lima de Freitas).
Esta ideia, que autor vai fazendo referência e que vai aprofundando ao longo de todo o livro, é de extrema importância e será essencial retê-la, aquando da leitura desta obra impressionante - uma “obra-mestra”, nas palavras de Gilbert Durand. Isto porque, é sobre símbolo e sobre todas as suas implicações (entre outros assuntos, evidentemente) que o esquecido Pintor, Desenhador, Gravador, Ceramista e Ensaísta Lima de Freitas se debruça, ao longo das trezentas e muitas páginas deste livro.
Após a leitura, parece-nos claro que o autor se propôs a três objectivos bem definidos, aquando da execução da obra, e que foram (não necessariamente por esta ordem):
1º. Dar a conhecer a uma audiência não-portuguesa (o livro foi originalmente escrito em francês e editado pela chancela Albin Michel) os mistérios e a riqueza da Tradição Filosófica e Esotérica deste país, que autores como Guénon, Evola ou Eliade, ao fazerem referência a vários temas em que esta Tradição seria incontornável, pura e simplesmente a ignoraram.
2º. Desvelar o porquê de Dante ter usado o número 515 (e não outro) para o Messo di Dio.
3º. Enunciar algumas ocorrências deste mesmo número em vários obras, nomeadamente em pintura e escultura, perscrutando um fio condutor, um saber oculto que a todas seria comum.
Em todos estes objectivos, estamos em crer, Lima de Freitas obteve sucesso, apresentando a sua obra tal como se de uma investigação policial se tratasse. Os factos, as deduções, os raciocínios são de tal forma bem esquadrinhados que, não fosse o autor fazendo ressalvas em contrário, acreditaríamos que nada tinha ficado por averiguar ou por dizer.
Sem dúvida reveladora é a interpretação, apresentada por Lima de Freitas, dos Painéis de São Vicente de Fora, o políptico atribuído a Nuno Gonçalves, que sendo díspar da que foi outrora exposta por António Quadros, não a exclui, e ambas até se complementam. Segundo o autor, estamos em presença de mais uma representação do 515...
Outro aspecto interessante a ter em conta é o rol de conhecimentos vários que vamos absorvendo ao ler esta obra: Geometria Sagrada, Numerologia, Guematria, Pitágoras, o Veltro, Dürer, o Paracleto, Templários, Joaquim de Fiore, Vieira, enfim...
515 - O Lugar do Espelho é, por tudo isto, uma obra de enorme relevo no panorama da tradição literária-filosófico-esotérica portuguesa, tendo claramente tanto peso como algumas obras de António Quadros, Agostinho da Silva ou Fernando Pessoa. Não será nunca (!?) um sucesso editorial, mas é sem dúvida fundamental para todos aqueles que procuram os saberes tradicionais.
Esta ideia, que autor vai fazendo referência e que vai aprofundando ao longo de todo o livro, é de extrema importância e será essencial retê-la, aquando da leitura desta obra impressionante - uma “obra-mestra”, nas palavras de Gilbert Durand. Isto porque, é sobre símbolo e sobre todas as suas implicações (entre outros assuntos, evidentemente) que o esquecido Pintor, Desenhador, Gravador, Ceramista e Ensaísta Lima de Freitas se debruça, ao longo das trezentas e muitas páginas deste livro.
Após a leitura, parece-nos claro que o autor se propôs a três objectivos bem definidos, aquando da execução da obra, e que foram (não necessariamente por esta ordem):
1º. Dar a conhecer a uma audiência não-portuguesa (o livro foi originalmente escrito em francês e editado pela chancela Albin Michel) os mistérios e a riqueza da Tradição Filosófica e Esotérica deste país, que autores como Guénon, Evola ou Eliade, ao fazerem referência a vários temas em que esta Tradição seria incontornável, pura e simplesmente a ignoraram.
2º. Desvelar o porquê de Dante ter usado o número 515 (e não outro) para o Messo di Dio.
3º. Enunciar algumas ocorrências deste mesmo número em vários obras, nomeadamente em pintura e escultura, perscrutando um fio condutor, um saber oculto que a todas seria comum.
Em todos estes objectivos, estamos em crer, Lima de Freitas obteve sucesso, apresentando a sua obra tal como se de uma investigação policial se tratasse. Os factos, as deduções, os raciocínios são de tal forma bem esquadrinhados que, não fosse o autor fazendo ressalvas em contrário, acreditaríamos que nada tinha ficado por averiguar ou por dizer.
Sem dúvida reveladora é a interpretação, apresentada por Lima de Freitas, dos Painéis de São Vicente de Fora, o políptico atribuído a Nuno Gonçalves, que sendo díspar da que foi outrora exposta por António Quadros, não a exclui, e ambas até se complementam. Segundo o autor, estamos em presença de mais uma representação do 515...
Outro aspecto interessante a ter em conta é o rol de conhecimentos vários que vamos absorvendo ao ler esta obra: Geometria Sagrada, Numerologia, Guematria, Pitágoras, o Veltro, Dürer, o Paracleto, Templários, Joaquim de Fiore, Vieira, enfim...
515 - O Lugar do Espelho é, por tudo isto, uma obra de enorme relevo no panorama da tradição literária-filosófico-esotérica portuguesa, tendo claramente tanto peso como algumas obras de António Quadros, Agostinho da Silva ou Fernando Pessoa. Não será nunca (!?) um sucesso editorial, mas é sem dúvida fundamental para todos aqueles que procuram os saberes tradicionais.
4 comentários:
A não perder a exposição a decorrer na Av. D. Carlos I, ali bem perto da Assembleia da República. Ver alguns quadros de Lima de Freitas em todo o seu esplendor é uma experiência que não se esquece...
Aonde posso conseguir este livro aqui em Lisboa?
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