Mas, o que me parece ainda mais evidente é que os que acreditam, acreditam porque sim, e os que não acreditam, não acreditam porque não! Ou seja, os que acreditam, tais como os que não acreditam, baseiam as suas crenças no que ouviram dizer deste ou daquele. Normalmente os que acreditam, fazem-no porque estão convencidos que são de mente aberta, estão abertos aos temas da New Age, acreditam que existe uma conspiração que tenta esconder as verdades sobre os grandes mistérios da Humanidade, etc.. Os que não acreditam, estão convencidos de que já foram efectuados todos os estudos possíveis e de que nunca foram encontradas quaisquer provas que corroborassem a teoria. Assim, estão certos que a discussão já nem se coloca e acreditar em tais coisas é para os maluquinhos...
Isto tudo para dizer que são muito poucos aqueles que se debruçam, de facto, sobre a temática e se embrenham em estudos e pesquisas. Os entraves a tais estudos são muitos, pois existe pouca obra publicada sobre o tema, em forma de livro e em português, claro está.
Assim, esta História da Atlântida vem preencher um vazio em termos editoriais, uma vez que se trata de um estudo bastante bem fundamentado, realçando uma série de aspectos que, até nos mais cépticos, podem levantar questões pertinentes.
Em grossas linhas podemos dizer que o autor vai recapitulando as fontes da História Atlante, referindo, como é óbvio o incontornável Platão, transcrevendo Timeu e Crítias.
Mas, aquilo que nos parece mais importante são as invasões da Europa, referidas a páginas tantas pelo autor. A primeira efectuada pelo povo Aurignacence, por volta de 25 mil anos a.C., um povo com um sentido muito apurado de Arte e de Beleza, constatados nas pinturas rupestres que nos legaram, e que segundo o autor levaria séculos a atingir. Ora, não existem vestígios deste povo em qualquer outra parte do mundo, nem a Sul ou a Leste, onde pudessem ter vivido e onde pudessem ter evoluído, e o seu aparecimento espontâneo na Europa é, para o autor, um forte indicativo de que houve uma invasão, vinda de um continente hoje submerso. Outra invasão foi prepetrada pelo povo Azilense, este por volta de 12 mil a.C., mas cujas pinturas rupestres denotam já uma degenerescência.
Enfim, são apenas alguns aspectos, talvez menos conhecidos, que o autor desvenda ao longo das páginas de uma obra editada pela primeira vez em 1926.









