Irmão Lucas,
«É verdadeiro, completo, claro e certo. O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa».
domingo, 19 de junho de 2005
Oráculo VI
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Luís Carlos Silva
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21:21
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domingo, 5 de junho de 2005
As Delícias da nossa Europa
O Jardim das Delícias
João Aguiar
Asa

Para onde caminha a União Europeia?...
Como será essa dita união daqui a cem anos?...
Portugal: ainda existirá?...
O novo livro de João Aguiar, O Jardim das Delícias, não é livro que responde a tais questões. É o livro que constrói uma realidade possível, uma realidade onde Portugal é somente uma pequena parte da federação que é a Europa.
Em O Jardim das Delícias, a ficção é um ensaio sobre os problemas do futuro e a perda da identidade nacional. A narrativa é envolvente e o final devoramos num só trago, ficando a certeza de que tudo pode terminar da pior maneira...
O Jardim das Delícias: para mim, o melhor livro de ficção portuguesa publicado este ano.
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SF
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22:26
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quinta-feira, 19 de maio de 2005
Oráculo V
Irmão Lucas,
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Luís Carlos Silva
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19:01
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quinta-feira, 12 de maio de 2005
A Falta de Ler...
Não estou a ler nada, de nada.
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mahayana
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10:39
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domingo, 8 de maio de 2005
O Reino dos Céus
O filme é, como não poderia deixar de ser, muitíssimo mau. Para além de não acrescentar nada ao panorama cinematográfico, pois acaba por ser uma mistura de Gladiador com Senhor dos Anéis, os erros históricos, ou melhor, a deturpação histórica é gritante. É triste verificar que alguns realizadores têm como prioridade fazer passar as suas próprias crenças, em vez de se preocuparem em retratar a História, ou pelo menos uma aproximação àquilo que poderá de facto ter-se passado.
Assim, no filme, todos são bonzinhos, o Hospitalário, um santo, o Balian, praticamente um Cristo reencarnado, o Saladino,... bom Saladino foi de facto um grande homem. Depois, temos os bispos católicos, todos uns tolinhos (onde é que já vimos isto?...) e os Templários, "uma facção extremista, que não queriam qualquer relação com os sarracenos, não queriam a paz", de acordo com o que diz Ridley Scott, no sítio oficial do filme. Muitos de nós sabemos que isto não é de todo verdade, os Templários não foram nada daquilo que é passado no filme, apesar de dentro da Ordem existirem pessoas com ideais menos elevados, como é natural acontecer. Mas o que Ridley Scott fez foi transformá-los num bando de malfeitores, que apenas queriam fazer a guerra pela guerra, só por dar jeito para um enredo... E pensar que a maioria das pessoas que vai ver o filme nunca sequer ouviu falar nesta Ordem, que teve um papel fundamental na Idade Média, e é com essa ideia que vão ficar, chega a ser angustiante.
Existe inúmera literatura que se pode consultar sobre o tema retratado no filme, e pouca ou nenhuma coincidirá com o que vemos na película, em particular em relação à Ordem do Templo. Não esperamos que a consultem, nem esperamos que aceitem a nossa palavra, mas os Templários não foram nada daquilo que o Sr. Scott engendrou para dar um argumento ao seu filme. Pelo contrário, foi sempre esta Ordem que procurou fazer a ponte com o Islão, na busca de uma Paz duradoura entre as partes que se guerreavam. Foi esta Ordem que procurou erradicar a pobreza numa Europa mergulhada na miséria. Enfim, foi esta Ordem que procurou sempre o melhor para aqueles que a integravam e para aqueles a quem servia. Isto não passa, nem de perto nem de longe, no Reino dos Céus.
Mas, sejamos honestos, até há algumas partes boas no filme. Contudo não chegam para contrabalançar com as más e as muito más. É um filme que deixa um amargo de boca difícil de fazer desaparecer. Fica a esperança de que melhores filmes (e melhores dias) virão!...
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Luís Carlos Silva
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01:12
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terça-feira, 19 de abril de 2005
Oráculo IV
Irmão Lucas,
«Em seu trono entre o brilho das esferas,
com seu manto de noite e solidão,
tem a seus pés o mar novo e as mortas eras -
o único imperador que tem, deveras,
o globo mundo em sua mão.»
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Luís Carlos Silva
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19:00
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sexta-feira, 1 de abril de 2005
O Caminho a Santiago de Compostela
Se tudo correr bem, irei realizar, pela primeira vez, o caminho a Santiago no fim de Maio, princípios de Junho.
Começo agora a sentir na minha cabeça uma enorme vontade de fazer este caminho, como se ele tivesse vida própria e dia para dia gritasse cada vez mais alto aos meus ouvidos, para eu fazê-lo.
Dou por mim a pensar que vida ando a levar, quais são os meus objectivos, que missão tenho que cumprir, serei um bom pai? um bom marido? um bom irmão? um bom homem?...
Não tenho na vida problemas de maior, mas que vida afinal estou aqui a cumpri?
É interessante, muitas imagens, muitas árvores, aparecem-me em sonhos deste caminho que ainda não realizei, será a energia destes locais mágicos, que começam a misturar-se e a baralhar tudo aquilo que sou hoje?
Já fui a Santiago de Compostela, de automóvel, e senti de facto uma enorme força que me tocou bastante, mas nada é comparado com a sacudidela que o meu Ser está a passar neste momento.
Tenho que procurar o que que quer ser encontrado, tenho que conhecer o que quer ser conhecido, tenho que amar o que quer ser amado, tenho que cumprir o que quer ser cumprido, tenho que caminhar...
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mahayana
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quinta-feira, 31 de março de 2005
Re-Criações Herméticas II
ensaios diversos sob o signo de Hermes
José Manuel Anes
Hugin Editores
Naturalmente que podem existir outras opiniões; até pode haver quem o considere um excelente livro. No entanto, temos as nossas dúvidas que isso venha a acontecer, por várias razões.
Em primeiro lugar, o livro não teve qualquer revisão e, como tal, encontra-se repleto de erros ortográficos, alguns deles bem caricatos que até fazem sorrir: na capa lê-se re-criações, mas na lombada lêmos re-creações!!
Mas se isto é desculpável, o facto de ter outros erros de informação que é passada e que denotam um total descuido por parte do autor, isso já é mais preocupante. A título de exemplo, o nascimento de Buda não se celebra perto do Natal Cristão, mas sim a 22 de Maio... o candelabro Judaico não tem 8 braços... entre outros erros básicos!
Também não se percebe por que é que algumas citações de livros consultados estão traduzidas para o português e outras estão na sua língua original, em francês e em inglês. Ou se traduziam todos os excertos ou não se traduzia nenhum. Não compreendemos o critério utilizado.
Por outro lado, os temas abordados são muito variados e interessantes. A nosso ver, são tratados de uma forma demasiadamente académica, para o tipo de temas de que se trata - mas esta consideração é já um problema nosso. Contudo, fica sempre a sensação de que, apesar de ler muito e saber um pouco sobre temas vários, o autor não conhece ou não se debruça sobre nenhum deles a fundo, e ficamos sempre com a ideia de que nem tudo é bem assim como está referido. Também aqui podemos dar exemplos: a O.S.T.I. foi de facto fundada em 1971, quando não era mais do que um ramo da A.M.O.R.C.. Mas a organização que hoje existe nada tem a ver com essa que é referida nesta obra e surgiu em 1988. Pena que este tipo de informação - que consideramos essencial quando se fala de Ordens (neo) Templárias - seja totalmente descurada por parte do autor.
Ainda de referir (ou talvez nem interesse referir...), as defesas às teorias sobre a Quinta da Regaleira. Defesas essas perpetradas com ataques quase infantis, que denotam alguma falta de humildade, quando essas mesmas teorias são postas em causa, uma vez que, de facto, as suas bases são bastante discutíveis.
Em traços gerais, trata-se de um livro a evitar, cuja edição foi bastante infeliz, podendo mesmo trazer algum descrédito a um autor que, tendo já conseguido criar à sua volta uma aura de qualidade e bom senso, continua a merecer a nossa admiração. Mas, por favor, Sr. José Manuel Anes, não repita a façanha!
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Luís Carlos Silva
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18:44
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quarta-feira, 30 de março de 2005
Confusão
Caros Amigos,
Para aqueles que sabem do que estou a falar...
Até ao meu regresso a 22 de Maio, beijos e abraços!!
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Luís Carlos Silva
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23:00
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sábado, 19 de março de 2005
Oráculo III
Irmão Lucas,
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Luís Carlos Silva
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23:11
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domingo, 6 de março de 2005
Exortação e Máxima de Vieira
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Luís Carlos Silva
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos
José Manuel Anes
Edições Ésquilo
José Manuel Anes disseca, uma vez mais, estes Mundos, que já antes haviam sido analisados, por Yvette Centeno e António Quadros p.e., mas que encontram agora novas nuances e novos enquadramentos, pela descoberta de documentação outrora desconhecida.
Baseado nas fases esotéricas do Poeta, definidas pelo supra citado António Quadros, o autor vai descrevendo o deambular iniciático de Pessoa, que ficou marcado pela sua passagem pela Teosofia, pelo neo-paganismo e finalmente pelo cristianismo gnóstico.
Grande parte do livro é dedicada ao interesse do Poeta pela Maçonaria, mas antes José Manuel Anes refere um episódio marcante na vida de Pessoa, que foi a sua correspondência e depois o seu encontro com Crowley e o facto, anteriormente desconhecido, de que Pessoa pertenceu a uma Ordem Crowleyana, atestado por documento incluso no livro.
Mas foi de facto a Maçonaria e outros movimentos tradicionais, como o templarismo e o Rosicrucismo, que receberam o maior foco de atenção pela parte de Pessoa, na fase final da sua vida. Os seus profundos conhecimentos do funcionamento e dos altos graus da Maçonaria, levaram Anes e levantar a hipótese de que o Poeta podia ser responsável por uma Loja Selvagem, na qual se reuniria, provavelmente sem quaisquer paramentos ou alfaias maçónicas, com alguns amigos, entre os quais Augusto Ferreira Gomes, naturalmente.
Outras hipóteses são propostas ao longo do estudo, como sendo a de que a Ordem Templária de Portugal seria de facto um grupo de pessoas, ao qual pertencia Pessoa obviamente, que se reunia na Quinta da Regaleira, grupo ao qual o Poeta atribuiu este epíteto solene.
Após a leitura deste livro fica claro, se é que antes não o era já, que toda a obra pessoana está impregnada destes seus interesses ditos esotéricos e que, ao contrário do que afirmam os mais cépticos e os intelectuais de mente inflamada e coração frio, não se tratam de devaneios ou fingimentos do Poeta...
De facto, por muito que isto custe a alguns aceitar, grandes vultos do passado (e do presente) - já o dissemos - tiveram uma visão holística da vida e dos fenómenos, embrenhando-se em mundos internos, oclusos, experimentando o hermetismo, as ciências ocultas, tendo conseguido, dessa forma, viver vidas fascinantes e deixando obras de grande importância para a Humanidade. Vale a pena referir outros nomes ou basta Fernando Pessoa...?
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Luís Carlos Silva
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11:30
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
Palavras Difíceis
...ou, como dizia o Nicolau Breyner num concurso televisivo de fraco gosto, palavras defíceis...
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Luís Carlos Silva
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sábado, 19 de fevereiro de 2005
Oráculo II
Irmão Lucas,
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21:37
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
A Filha da Floresta
Após a ter dado à luz, Niamh a mãe de Sorcha morre e ela fica com os seus seis irmãos; Conor um aspirante a Druida, Liam já um lider, Padriac um aventureiro, Diamir e Comarck dois fervervosos guerreiros e Finbar que fala com Sorcha sem serem ouvidos.
Acho o livro com um ritmo incrível, empolgante e emocionante...
Sobre os seis irmãos caí um feitiço terrível planeado por uma terrível madrasta recém chegada a Sevenwaters que os faz transformar em cisnes, ficando apenas com a forma humana na noite do Solstício de Verão e do Solstício de Inverno. Sorcha consegue fugir da madrasta e para salvar os irmãos das suas formas selvagens terá que tecer seis camisas feitas de morugem e colocá-las no pescoço de cada cisne, até acabar a tarefa não poderá falar com ninguém...
O que Sorcha passa nas florestas e cavernas da Irlanda e depois de ser capturada pelos Bretões, isto tudo em 3 anos, é pois, um desafio enorme e terrível, para uma rapariga de apenas 16 anos...
"Mas há uma coisa de que não podes esquecer, se bem que possas esquecer tudo o resto. O bem e o mal não existem, salvo na maneira como vês o mundo. Não há trevas nem luz, salvo na tua visão. Tudo muda com um simples pestanejar, no entanto, permanece na mesma".
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mahayana
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