domingo, 16 de abril de 2006

Os Caminhos Ocultos do Ocidente

A Ordem e os Ciclos - da Atlântida aos Neotemplários

José Medeiros

Pergaminho

Temos constatado que as visitas a este blog têm mantido um “ritmo” regular e nós não temos correspondido com “actividade bloguista” que se aproxime sequer do aceitável. Assim, tentaremos afastar esta letargia que nos tem assolado, para voltar ao trabalho de uma forma continuada. Nada melhor do que um livro do nosso Amigo José Medeiros para nos dar o ânimo suficiente para voltar à actividade.

Infelizmente, o panorama editorial no nosso país, mas também no mundo inteiro, é cada vez menos interessante, uma vez que os livros que hoje se editam raramente apresentam algo de novo. Não que isto seja imperativo. Preferimos livros que nos digam verdades do que aqueles que são originais. Mas o que é certo é que muitos dos livros que hoje saem são apenas repetições e mais repetições, chegando ao cúmulo de alguns autores se plagiarem a si mesmos, assunto que está agora bem na ordem do dia. Naturalmente que existem excepções, essencialmente no campo da Ciência, em que constantemente se desbravam novos caminhos. Contudo, no campo de estudo que mais nos prende a atenção, e que é o Ensaio histórico e a Filosofia Esotérica, entre outros, parece-nos que tudo o que havia para escrever já está escrito.

Mas, para nosso grande gáudio, Os Caminhos Ocultos do Ocidente é um daqueles livros que remam contra a maré e que, desafortunadamente, aparecem apenas de quando em quando. Trata-se, assim, de um livro que apresenta uma teoria totalmente inédita, pelo menos na língua de Camões. Esta teoria, que tem vindo a ser estudada e estruturada pelo Autor há já vários anos, assenta na hipótese assaz bem fundamentada de que povos vindos do oriente, particularmente do Egipto, arribaram a esta Península em tempos bastante remotos, deixando por cá vestígios da sua cultura, religiosidade e, claro está, dos seus artefactos. Mas, este livro não se centra apenas nesta matéria, e remete-nos para outros assuntos que se interligam de uma forma que para alguns pode ser surpreendente.

Assim, utilizando uma linguagem coloquial, que alternadamente nos apela ora à razão ora à emoção, o Autor conduz-nos pelos Caminhos Ocultos do Ocidente; caminhos estes que têm o seu início, como não podia deixar de ser, na Atlântida. Passamos, depois, pelo Culto da Grande Mãe, atravessamos os mistérios Templários e desembocamos na Ordem de Cristo. Neste percurso sinuoso, mas ao mesmo tempo esclarecedor, José Medeiros tenta desvelar uma sabedoria, uma Ordem, que terá atravessado séculos e que ainda hoje pode ser perscrutada, mas que é, em última análise, “interna e não manifestada”.

O único senão que temos a referir é a fraca aposta pela parte do Editor que, nitidamente, não soube perceber a obra que tinha em mãos e que nos apresenta um livro com uma montagem fracamente estruturada e com uma capa muito infeliz.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Nun'Álvares Pereira

Herói e Monge
Catolicidade e Portugalidade

António Maria M. Pinheiro Torres

Prefácio

Tal como os lanches, há livros de que se gosta muito e outros...

Bom, deste gostámos muito.

Em primeiro lugar, relata a vida de um grande herói, um homem santo, uma figura ímpar na História de Portugal: Nun'Álvares Pereira, a quem se deve a manutenção da independência do nosso País. E é, também, a partir da Batalha de Aljubarrota que se começou a entender Portugal, enquanto nação livre e com a sua identidade definitivamente enraizada no Povo.

De uma forma sucinta e coloquial, Pinheiro Torres descreve-nos os acontecimentos mais marcantes da vida do Santo Condestável, desde a sua infância, adolescência e idade adulta – altura em que assumiu funções militares da maior importância, como é do conhecimento de todos –, até à sua entrada para um convento Carmelita onde passou a professar – abdicando de todos os seus bens e, inclusive, do seu sobrenome, passando a ser conhecido apenas por Frei Nuno.

Mas, apesar de tudo o que é exposto na primeira parte do livro, que é, naturalmente, de extrema importância, é a segunda e terceira partes que queremos realçar. A segunda parte, composta de um capítulo único, remete-nos para a “Actualidade de Aljubarrota”, no sentido de que conhecer este acontecimento da nossa história é compreender melhor o que é ser-se português. E é isto – o sabermos e compreendermos o que é ser-se português – que se estende na terceira parte desta obra que, desta forma, se transforma num tratado, quase um ensaio filosófico, que apela ao patriotismo, ao conhecimento da nossa história, relembrando, de entre muitas outras realidades, que “um povo que fez o que fez tem o dever moral de continuar”…

É, então, nesta terceira e última parte que o autor nos revela as suas reflexões em torno da Identidade Portuguesa. Assim, este livro, que à partida seria apenas uma “simples” biografia, revela-se surpreendente, pela profundidade e acuidade dos pensamentos e pelo sentido de oportunidade na edição, uma vez que é uma pedrada no charco da letargia em que a maioria dos portugueses se encontra mergulhada.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

O Céu Cai-lhe em Cima da Cabeça

Albert Uderzo

Editora ASA



Esta é a 33ª aventura do herói gaulês!

Ainda não li nenhum dos livros de Astérix desde a morte do criador da personagem, em 1997, René Goscinny.

Pelo que pesquisei, Uderzo faz Astérix enfrentar criaturas de outros mundos, sem ser os romanos. Tenho algum receio, mas terei que ler primeiro.

O certo é que os livros do Astérix marcaram muito a minha infância e juventude; a força do Obélix, os menires, a poção mágica, os Druidas, os javalis, as lutas contra os romanos, as paixões...

Posso agora dizer com franqueza, que todo este universo, criado por Goscinny, maravilhou-me e fez-me viver e recordar vidas passadas como gaulês, como celta, como romano, como lusitano...

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

O Livro da Ordem da Cavalaria

(1279-1283)

Ramon Llull

Assírio & Alvim












Foi ao entrar nos portões do Castelo de Tomar, a ver o Convento de Cristo, que um Cavaleiro Templário me ofereceu este livro.

Fico grato por poder ler as suas sagradas palavras.

O livro começa assim:

Deus honrado, glorioso, que sois cumprimento de todos os bens, por vossa graça e vossa bênção começa este livro que é da Ordem de Cavalaria.

E o Prólogo:

Por significação dos VII planetas, que são corpos celestiais e governam e ordenam os corpos terrenais, dividimos este Livro de cavalaria em VII partes, para demonstrar que os cavaleiros tem honra e senhorio sobre o povo para o ordenar e defender.

A primeira parte é do começo de cavalaria; a segunda, do ofício de cavalaria; a terceira, do exame que convém que seja feito ao escudeiro com vontade de entrar na ordem de cavalaria; a quarta, da maneira segundo a qual deve ser armado o cavaleiro; a quinta, do que significam as armas do cavaleiro; a sexta é dos costumes que pertencem ao cavaleiro; a sétima, da honra que se convém ser feita ao cavaleiro.

domingo, 2 de outubro de 2005

Reflexos do Riso sobre o Espírito e a Matéria


1ª Nota importante: Este é um texto atípico neste blogue, uma vez que o traço humorístico é a sua principal característica.

2ª Nota importante: Queremos agradecer à Escola Fedorentística, em particular ao R.A.P. e ao J.D.Q. pela inspiração.

3ª Nota importante: Este texto requer toda a sua atenção. Por isso feche todas as outras janelas da Internet que estejam abertas, excepto aquelas onde está a ver aquelas moças bem roliças. Essas não interferem.

4ª Nota importante: As notas não são assim tão importantes e podia ter começado logo a ler o texto.

O Texto

Portugal inteiro anda a falar de um certo livro; bom, não é bem Portugal inteiro, mas talvez aí umas 100 pessoas; ou talvez 50; bom… Eu e a minha mãe andamos a falar de um livro cujo título é “Reflexos do Espírito e da Matéria (ou do Buda, ou lá o que é)”.

Por acaso até fui eu que o escrevi.

Contudo, tenho de fazer desde já aqui um parêntese. De facto, não escrevi livro nenhum. Isto é, se alguém pensar que me sentei à secretária e disse “vou escrever um livro e tal”, e comecei a fazê-lo, isto não corresponde à verdade. A verdade é que reuni uma série de textos que foram seleccionados como sendo os menos maus, daqueles que escrevi ao longo de 5 anos, para um periódico chamado Lusophia.

Será interessante referir que muitos até foram escritos porque fui obrigado a fazê-lo. Interessante, também, seria encomendar um estudo a uma Universidade americana (uma vez que cá não temos pessoal qualificado para o fazer), que analisasse os textos, para saber quais tinham sido escritos por vontade própria, e quais tinham sido escritos por obrigação. No entanto, trata-se de um estudo totalmente inviável, pois iria necessitar de um enormíssimo rol de recursos humanos, cujo preço seria impraticável, mesmo para a América.

Mas por falar em obrigação, lembrei-me agora da quantidade de coisas que somos obrigados a fazer:

Somos obrigados a ir para a cama quando estamos a gostar tanto de ver o filme…

Somos obrigados a acordar de manhã quando estamos cheios de sono (devíamos ter ido para a cama mais cedo, pensamos. Ah, sim, estivemos a ver o filme, do qual nem vimos o fim, pois adormecemos entretanto)…

Somos obrigados a ir trabalhar e a enfrentar o trânsito quando preferíamos ir à praia…

Somos obrigados a sorrir para o nosso chefe ou patrão quando preferíamos esganá-lo…

Somos obrigados a sorrir para os clientes ou para os colegas quando preferíamos estar a sorrir para duas louras suecas, numa praia paradisíaca…

A obrigação é de facto aborrecida e é por ela que os putos ficam a detestar os Lusíadas e o Pessoa!

Assim, temos que aprender a lidar com a “obrigação” ou teremos de aprender a lidar com a “depressão” (não sei se isto é bem assim, mas pelo menos rimou).

Com isto, nem cheguei a referir muito o livro. Pelos vistos já só mesmo a minha mãe é que anda a falar dele… Talvez lhe peça para ela deixar aqui um post.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Zéfiro

No passado dia 17 de Setembro, uma nova editora apresentou-se publicamente, num evento memorável que teve lugar na Quinta Wimmer, em Belas.

Nesta ocasião, foram apresentadas as primeiras cinco obras publicadas, a saber:

As Mansões Secretas da Rosacruz, de Raymond Bernard.


Portugal Cristianíssimo, de Rainer Daehnhardt.

A Câmara Secreta do Potala, de Yohannes C. Na Douma.


Reflexos do Espírito e da Matéria, de Luís-Carlos Silva.


E Os Dois Corvos de Odin, de S. Franclim.


Todos os autores estiveram presentes e tiveram a oportunidade de apresentar os seus livros, à excepção de Raymond Bernard, cuja apresentação esteve a cargo de José Medeiros.

Para saber mais sobre esta editora, consulte o site em www.zefiro.pt.

domingo, 25 de setembro de 2005

Pouca actividade Bloguista

É um facto que este blogue tem registado pouca actividade.

Contudo, agora que o tempo começa a ficar mais fresco e apetece ficar em casa, vamos tentar desenvolver este mesmo blogue, dando conta das nossas leituras e das nossas sugestões.

Fica feita a promessa, esperamos cumprir.

Para já fica a sugestão de um livro, de que faremos uma recensão em breve:

A Sombra do Templário, de Núria Masot, editado pela Dom Quixote.



É um livro de leitura envolvente, muitíssimo bem escrito, em que a boa estruturação do enredo nos leva por caminhos repletos de aventura...

Sabe bem ler um romance de quando em quando!...

sábado, 10 de setembro de 2005

Zéfiro

Nova editora no mercado português.

Veja em www.zefiro.pt.

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Korrigans

Os Filhos da Noite

Mosdi e Civiello

Vitamina BD












Luiane viu o seu pai morrer e a mãe e o avô serem raptados e arrastados para o Outro Mundo na noite de Samain. Auxiliada pelos Korrigans ela irá combater os obscuros desígnios de Balor o senhor das trevas e mergulhar em terríveis batalhas.

A continuação será através dos “Guerreiros das Trevas”!!!

Apenas fiquei triste com o facto das 48 páginas passarem a correr deixando uma vontade enorme de agarrar a continuação do primeiro livro.

Trold

Histórias do Mar do Norte

Jonas Lie

Cavalo de Ferro











Jonas Lie é considerado um dos melhores escritores escandinavos do século XIX, pela primeira vez é traduzido em português, pela Cavalo de Ferro com dois volumes.

Estas histórias acabam por ser viagens acidentadas e maravilhosas entre gigantes, barcos flutuantes, lapões-feiticeiros...

Acabamos por ser conduzidos a tempos muito antigos mas com mensagens actuais.

Muito mistério, muitos sustos, tendo cada história um fim imprevisível.

terça-feira, 19 de julho de 2005

Oráculo VII

Irmão Lucas,

«A Insensatez Juvenil mostra um perigo na base de uma montanha. Perigo e imobilidade, eis a insensatez».

Manifesto sobre o Homem, Portugal e o Mundo

Acredito no Homem em Portugal e no Mundo!

Oiço os Profetas da Desgraça, os Velhos do Restelo a falarem da crise que o nosso país atravessa, a crise económica, a crise social, a crise familiar... falam ainda da crise europeia, do terrorrismo, da guerra...

Falam, falam, falam... instalam o medo... o pavor... a dor...

Então e o amor... o amor entre os homens... no amor às crianças.... o amor entre a familia... os nossos avós... os nossos pais... os nossos irmãos... os nossos filhos... os nossos netos... o amor com aquele que te estende a mão... o amor com o desconhecido... o amor com a natureza... o amor com tudo o que nos rodeia...

Acredito na Humanidade... acredito que ainda existem homens que ajudam aqueles que precisam....

Acredito que muitos desses homens vivem em Portugal, outros estão espalhados por todo o mundo...

A sua Luz cristalina paira sobre a terra e sobre as nossas cabeças... restabelecem a paz... a harmonia... a justiça... o amor...

Não podemos nunca deixar de acreditar no Homem!

Ainda muito podemos ouvir falar os tais profetas, mas tentemos ajudar cada vez mais aquele que está ao nosso lado... o Homem... através de um olhar, de uma conversa, de um abraço...

Pode ser que assim o Homem Português estenda o seu Amor ao Mundo.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Entre a Ciência e a Consciência


João Caraça

Campo das Letras



João Caraça tem um currículo vastíssimo no qual se destacam as suas funções enquanto Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, e o facto de ser consultor, para a Ciência, do Presidente da República (que, aliás, o "desafiou" a editar este mesmo livro).

Por si só, estes predicados seriam já suficientes para nos indicar que se trataria de uma obra de grande qualidade, abordando assuntos da maior relevância. Após a leitura da mesma constatamos que é muito mais do que isso...

Trata-se de um livro com pouco mais de centena e meia de páginas, nas quais estão compiladas as crónicas escritas para o Jornal de Letras, ao longo de um par de anos. Vamos ser totalmente honestos ao dizer que existiram algumas dessas mesmas crónicas que não nos despertaram tanto interesse como outras, mas isso não quer dizer que umas e outras não tenham a mesma importância. Relembramos aqui Agostinho da Silva que, de entre muitos dos seus conceitos absolutamente libertadores, costumava dizer «que não há nada que não seja interessante, os interesses é que variam»...

Em todo o caso, aquilo que nos parece mais importante neste livro é termos ficado a saber que existe alguém com grande influência, que se move com um enorme à vontade nos meios académicos e outros, e cujas ideias revelam um conhecimento muito preciso do Mundo que nos rodeia e quais os principais problemas que o assolam. Mais do que isto, são apresentadas soluções para esses mesmos problemas, não de uma forma radical – como muitas vezes acontece –, mas de uma forma sensata, razoável e, segundo nos parece, exequível.

Talvez aqui a questão genética tenha um peso fundamental. João terá herdado de seu pai Bento de Jesus Caraça que, como sabemos, foi um grande benemérito, essa força anímica que lhe permite trabalhar a um ritmo frenético, sem nunca conhecer o cansaço...

Muito mais haveria a dizer sobre este livro e sobre o autor. Este mesmo texto, escrito noutro dia e a outra hora, teria talvez outros contornos, outras nuances. Mas isto diríamos sempre: João Caraça é um Homem Bom – e isto que traspassa pelas linhas de todo livro é, para nós, talvez mais importante do que tudo o que foi dito supra.

domingo, 19 de junho de 2005

Oráculo VI

Irmão Lucas,

«É verdadeiro, completo, claro e certo. O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa».

domingo, 5 de junho de 2005

As Delícias da nossa Europa


O Jardim das Delícias

João Aguiar

Asa



Para onde caminha a União Europeia?...

Como será essa dita união daqui a cem anos?...

Portugal: ainda existirá?...

O novo livro de João Aguiar, O Jardim das Delícias, não é livro que responde a tais questões. É o livro que constrói uma realidade possível, uma realidade onde Portugal é somente uma pequena parte da federação que é a Europa.

Em O Jardim das Delícias, a ficção é um ensaio sobre os problemas do futuro e a perda da identidade nacional. A narrativa é envolvente e o final devoramos num só trago, ficando a certeza de que tudo pode terminar da pior maneira...

O Jardim das Delícias: para mim, o melhor livro de ficção portuguesa publicado este ano.

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