quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Um Estranho Numa Terra Estranha

Robert A. Heinlein

Europa-América












Este livro conta a história de um homem vindo de Marte que ensinou a humanidade a grocar e a partilhar a água. E a amar.

Entenda-se grocar, segundo a Nota do Editor, como o sentido lato de compreensão total, completa e profunda das coisas.

«Em meados dos anos 60, muitos jovens em rebelião contra os valores mais "sagrados" do sistema americano adoptaram esta obra como um dos estandartes do movimento beatnik.»

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde

Mário de Carvalho

Caminho


Claro está que Mário de Carvalho iria desmentir a ideia de que este livro será uma cripto-crítica à classe política actual (ou a de qualquer tempo).


O que nos fica deste livro é a imagem de um romano com consciência, mas uma consciência de tal forma desenvolvida que lhe arranjou grandes e graves problemas, levando mesmo ao afastamento do seu cargo de duúnviro, de autoridade máxima da pequena povoação romana de Tarcisis – situada, adivinhamos nós, perto do que é hoje o Alandroal, pela proximidade do santuário de Endovélico, a que o autor faz referência.


Não podemos deixar de pensar nos políticos de hoje que, por maiores e mais elevados ideais que tenham, têm de abdicar destes e deixar-se levar pela engrenagem de um sistema pútrido ou, pura e simplesmente, se afastam ou são afastados. E foi isto que acabou por acontecer a Lúcio Valério. Acabou por ser convidado a abdicar do seu cargo, pois estava realmente muito longe dos modelos romanos, nos quais não se revia. Não apreciava os jogos, os deuses nada lhe diziam, procurava justiça nos seus julgamentos em vez de fazer aquilo que sabia que iria agradar ao povo, entre outros “defeitos de carácter” que os seus pares não lhe souberam perdoar.


É o resumo dos acontecimentos que levaram Lúcio ao cargo de duúnviro, até ao seu afastamento, que Mário de Carvalho nos conta com a mestria de um escritor de primeiríssima água. Pelo meio, ficamos a conhecer uma seita que se identifica pelo símbolo do peixe, cujos ritos são por todos temidos e odiados, e cuja existência, naturalmente, muitos problemas levantou ao duúnviro. A invasão dos mouros é ainda outro problema a que Lúcio Valério tem de fazer face, juntando-se a oposição levada a cabo pelo padeiro, filho de um liberto, com a ambição de chegar a edil da cidade; qualquer decisão que Lúcio tomasse iria encontrar um obstáculo. E é esta angústia, este querer fazer sempre o que a sua consciência lhe dita, esta pressão constante que também nós sentimos no desenrolar da história de Lúcio Valério que, para complicar ainda mais, se apaixona por Iunia Cantaber, uma das percursoras do culto cristão, cujo fanatismo é extremo.


Cabe acrescentar ainda que, não sendo um romance histórico – como o autor nos diz: Tarcisis nunca existiu –, as descrições dos espaços, das roupas, das regras e preceitos romanos são de extrema exactidão, o que, aliado a uma escrita no limiar do sublime, nos transporta para atmosferas e ambiências absolutamente extraordinárias.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Portugal e o Quinto Império por Cumprir

Rui Fonseca

Zian Editora

















Caros leitores, aqui marco o meu regresso ao Arte de Ler com um tema que me é muito especial.

O tema do livro em causa encontra eco em grande parte da classe poética portuguesa. No entanto, durante a segunda metade do século XX surgiu um adormecimento desta corrente de pensamento, designada por Sebastianismo. Não esquecendo a complexidade do tema, muitas vezes surge uma interpretação meramente artística de certos "tratados" sobre a temática sebástica. O autor Rui Fonseca, professor de Filosofia no ensino secundário, soube reunir todo um historial cronologicamente organizado, «partindo da raiz da temática (...) analisando alguns enquadramentos históricos que fazem recair sobre a grandiosidade de alguns povos a realização do Quinto Império».

Sem qualquer dúvida trata-se de uma obra interessante, oportuna e bem estruturada sobre esta temática. Contudo, o autor manifesta alguns subtemas algo alheios a temática como «a Declaração de Princípios da Cidadania Planetária». Rui Fonseca acaba por referir de igual forma a questão do antigo regime como: «o fascismo, espelho continuado deste atraso, caiu. E hoje, com o 25 de Abril, os tempos mudaram, as portas abriram-se e o futuro espera-nos». O Quinto Império, é intemporal, sem desenvolvimento politico/partidário, com o fundamento de um Estado Universal, regido por um Rei que terá reunidos em si o poder temporal e espiritual. Não faz sentido referir ao facto histórico da liberdade politica alcançada no 25 de Abril, sem referir acontecimentos políticos de grande importância para Portugal e sua Missão, tais como perda da independência Portuguesa, instauração do Regime Liberal, implantação da República e instalação do Estado Novo. Curiosamente é no período posterior ao 25 de Abril que se nota um maior afastamento literário e poético do mito do Quinto Império.

Penso que este livro é um bom contributo para esta causa, escrito por um livre-pensador, e eu como livre-pensador que sou, escrevo e digo: A Portugal está reservado um grande destino, deixar de ser Portugal e conduzir o Mundo Unido.

Apenas uma nota: curiosamente este livro foi editado no Brasil, pelo que não se entende a sua não edição em Portugal.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Segredo - Rhonda Byrne

«O Segredo é neste momento – e de longe – o livro de não ficção mais vendido em todo o mundo.
Só nos Estados Unidos vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares e ocupa o primeiro lugar dos principais tops de vendas, onde o respectivo audiobook também figura em destaque.
A autora, Rhonda Byrne, descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele (como, por exemplo, o autor de Conversas com Deus ou o autor de Os Homens São de Marte as Mulheres São de Vénus). Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas vai explicando no livro a “lei da atracção”: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.
Na origem do livro está um documentário feito para a televisão australiana que se tornou num sucesso global – é, presentemente, o DVD mais vendido em todo mundo, e mesmo em Portugal há sessões regulares de exibição e documentário. Ou seja, um fenómeno de culto.
Nos últimos dois meses O Segredo tem ocupado o primeiro lugar no top de livros da Amazon americana (entre os títulos de não ficção), enquanto o audiobook figura sempre entre os dez primeiros lugares.
O Segredo está no primeiro lugar do top da Publishers Weekly na categoria de não ficção.
O Segredo esteve ou está nos primeiros lugares dos tops do New York Times, USA TODAY.»

É isto que encontramos no site da fnac.
Ainda não li, mas estou a pensar em fazê-lo.
Parece que a "onda" do pensamento positivo é atraente para a generalidade das pessoas, no entanto pergunto-me "atrair aquilo que queremos atrair".
A finalidade será só o sucesso?
Atrair sem prejudicar ninguém?
hummm

Vou ter de ler primeiro para depois opinar qualquer coisa...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Reactivar

Caros companheiros,

O que me dizem se vos propuser reactivar este blogue?

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

A Real Irmandade de São Miguel da Ala


A Ordo Equitum S. Michaelis sive de Ala, Ordem de São Miguel da Ala, é a mais antiga Ordem Portuguesa. Criada por Dom Afonso Henriques, possivelmente após a tomada de Santarém aos Mouros, na Festa de São Miguel do Monte Gargano, a 8 de Maio de 1147.
Muito pouco nos tem chegado ou sido divulgado sobre a Ordem, o que torna apetecível a leitura desta obra. Trata-se de um livro composto pela Ordem nos dias de hoje, de modo a divulgar a sua História e património cultural. Encontra-se muito bem documentado, com várias imagens e gravuras de várias epocas, inclusive de cópias de antigos manuscritos que referem a mesma.
Vamos devolver o Seu Lugar na História de Portugal.

Quis ut Deus

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

O Livro de Horas para o Terceiro Milénio

Mais que um livro, um Diário... um manual de consulta para todos os aspirantes à Grande Obra.
Conforme nos indica o autor, José Medeiros, "a intenção deste Livro de Horas é ajudar a viver activa e conscientemente, orientando no Caminho que é a Vida e ajudando a percorrê-lo em segurança".
É um Manual que contém várias tabelas de consulta de horas astrologicas, horas solares e horas angelicais, aborda o tema dos centros energéticos do corpo humano (chackras) e um excelente calendário dos Santos.

Tal como é referido pelo autor: CUM PATIENTIA

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Dom Duarte e a Democracia


"Num momento em que Portugal tanto procura o seu lugar no mundo, é de extrema importância apostar no futuro, chamando a atenção para a Instituição Real como suporte da identidade nacional aberta ao serviço à humanidade.
Como demonstra esta biografia política Dom Duarte e a Democracia, redigida pelo meu amigo e companheiro de ideias Mendo de Castro Henriques, um rei, para além daa personalidade que tem, é um valor intrínseco de base indispensável à continuidade democrática e à existência da comunidade. E hoje, e para nós, a personalidade de Dom Duarte, apresenta-se como tendo raízes, história e sentimentos comuns a todos os portugueses; constitui a «Pátria com figura humana»."
in Posfácio de Gonçalo Ribeiro Telles

"O Rei de Portugal, Dom Duarte, poderá não ser Monarca Reinante mas tem a difícil tarefa de manter vivo o espírito cultural da nação; e isso é mais importante do que usar uma coroa."
Tenzin Gyatso, 14º Dalai Lama do Tibete
Fátima, 22 de Novembro de 2003

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Evento Templário

O Evento Templário que anunciámos aqui no Arte de Ler foi um enorme sucesso. As fotos podem ser vistas no site da Zéfiro.

Quantos aos livros apresentados na ocasião, as notícias surgem já nos vários jornais. Vejam tudo no blogue As Folhas da Zéfiro.

Amigo da História

O Amigo da História é um site que pretende disponibizar artigos relacionados com a História Ocidental, permitindo exteriorizar os nossos interesses através de uma variada gama de produtos, desde espadas, pendentes, porta-chaves, etc; livros e outros artigos multimédia; mas também peças originais, antiguidades, verdadeiras obras de arte cujas origens podem ser tão remotas como os 2500 anos a.C., passando pelas épocas Celta e Romana, assim como vários artigos medievais (esta secção ainda está em construção).

Visite em www.amigodahistoria.com

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Evento Templário

Apresentação da Colecção Arquivos da Cavalaria da Editora Zéfiro, no dia 13 de Outubro em Tomar.

Mais informações em www.zefiro.pt.

Um evento verdadeiramente Templário, a não perder, no dia em que passam 699 anos da infame perseguição aos Templários primitivos, perpetrada por Filipe o Belo.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Cartas de Parte Alguma - Tomo I

Raymond Bernard

http://zefiro.pt















Fiquei maravilhado pela capa deste livro.

É o primeiro livro de Raymond Bernard, lançado pela Zéfiro, após a sua morte a 10 de Janeiro último.

E é supreendente o título e as nuvens...

São de facto cartas de parte alguma e de toda a parte...

A abordagem do autor é sempre actual, como poderão ler nas cartas que abordam os Drusos no Líbano, por exemplo...

Bem Hajas Raymond Bernard, em "parte alguma" que estejas!

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Canibais e Reis


Marvin Harris


Edições 70


Em Março de 1995 tive que comprar este livro, para uma cadeira do Curso que estava a tirar na Moderna. Era Sociologia das Religiões.

Posso dizer com franqueza que me apaixonei por este livro. E mais, a partir desta leitura, começei a comprar e ler livros atrás de livros.

Agora, passados 11 anos, voltei a lê-lo para tentar perceber o que despertou em mim.

Marvin Harris mostra como variedades do comportamento cultural podem ser vistas como uma adaptação a condições ecológicas particulares. A origem dos estados, da agricultura, da guerra, a vaca sagrada, são alguns dos temas analisados pelo autor. Muitas das suas análises continuam a ser muito válidas, no meu entender. Se puderem "percam" um pouco de tempo a ler Canibais e Reis.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Arte de Ser Português

Teixeira de Pascoaes

Assírio & Alvim















Depois da total euforia que vivemos com a participação da selecção portuguesa no Mundial de Futebol, com as cores da bandeira e o som do hino nacional, nada melhor que ler este belo livro de Teixeira de Pascoaes.

Será que o destino do português já está escrito no seu passado?

Um pequeno povo redescobriu novos mundos ao mundo e foi tão grande...

Agora sentimos que o mundo olha novamente para os nossos heróis, vê a nossa bandeira, ouve a nossa voz, a nossa alma, a nossa eterna saudade...

Nós portugueses, quando temos que definir um português com exaltação e orgulho, um herói, deixa de ser português e passa a ser um lusitano. Com a selecção de futebol portuguesa voltou a acontecer o mesmo.

Muitos pensamentos vão-me surgindo depois do que estamos a viver e ao ler este belo livro do escritor do Marão.

sábado, 10 de junho de 2006

Viva a República! Viva o Rei!

Cartas Inéditas de Agostinho da Silva

Teresa Sabugosa

Zéfiro
















É sempre bom reler Agostinho da Silva...

Monárquico ou Republicano?

Português... Lusitano...

www.zefiro.pt

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