domingo, 9 de setembro de 2007

Arte de ler

Como ler um livro? Levante-se da cadeira onde está sentado a olhar para o ecrã, saltando de site em site, entre notícia de jornal virtual e página com conteúdo suspeito, dirija-se à estante e procure entre as lombadas nada menos que o assombro. Sabe que raramente o encontra. Paciência, paciência. O assombro, como algumas mulheres, surge para mudar a vida nas ocasiões mais inesperadas. Pense nisto: um livro pode não mudar a sua vida, mas mudará de certeza as horas a que a ele se dedica. E o modo como pensa a literatura. E, se for mesmo excepcional, a forma como encara a vida. Pouca coisa? Não brinque. Entre esta e outra reflexão, espreite pela janela. Vê o sol, o tempo claro, a vida a correr apressada? Está a ver o que perde? Entre algumas horas de ruído interior, silêncio em volta, e a pressa da vida quotidiana, escolha. As pessoas, claro, são importantes. Mas serão melhores que Emma Bovary, o coronel Aureliano Buendia, Gregor Samsa ou Blimunda e Baltasar?
Regresse às lombadas que gritam. Passe os dedos pelos títulos. Quantos leu, até agora? Pretende resgatar do limbo algum que tenha ficado perdido, entre compra e esquecimento da mesma? Ainda se lembra de ter comprado aquele romance do Chesterton, de lhe terem oferecido aquela antologia de William Blake? De ter roubado, em algum dia perdido nas teias da memória, aquele decisivo diálogo sobre o amor, de Platão, e de o ter partilhado com a sua amada, numa noite fria de inverno, à lareira? Fique aí. Pare. Abra o livro, sinta o papel, as letras impressas, passe o nariz pelo cheiro amarelo que dele emana. Amarelo, sim, amarelo. É sempre amarelo o cheiro de livros velhos. Imagine Jorge Luis Borges na sua biblioteca, ouvindo as palavras dos seus leitores, mergulhado nas silenciosas trevas da cegueira. E as palavras, soando, pairando, em redor, tão imateriais como o ar, cativas de uma matéria primitiva, clarão inicial da inteligência humana. Imagine Borges e o seu olfacto apurado, captando os mil e um cambiantes que as palavras dos outros transmitem.
Imagine que é Borges, e escolha o seu livro pelo cheiro. Pelo tacto. Ignore todo um passado de leituras, de preconceitos e escolhas. A página em branco brilha à sua frente. Ler um livro, como escrever um conto - do nada nasce tudo. Estará pronto para o seu big bang?
Imagina ser isto um exagero? As palavras tendem para o exagero. Mas um livro recusa o excesso, repõe a ordem no mundo. O esquema de um livro serve de modelo para a vida. Já viu como as frases encaixam umas nas outras, em harmonia, ritmadamente, até construirem parágrafos? E os parágrafos, já reparou como se sucedem numa cadência clássica, acompanhando o fluir do pensamento do escritor, a melodia interior que ele cria? Nada existe fora do texto. Conhece alguma vida assim tão perfeita?
Entrou no jogo. Pegou no livro. Sentiu-lhe o pulso. Sentou-se no cadeirão que escolheu, entre dezenas, na loja de móveis. Um livro precisa de conforto. Um livro precisa que ignore a vida que corre lá fora. Quem lê deveria ser obrigado, antes, a fazer um curso de apneia. Mergulhar dentro do livro e tornar-se peixe. Ler não é uma arte. É outrar-se, devir outro. Desaparecer dentro de si próprio. Reconhecer-se.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ainda o 10 de Junho...

Discurso do Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas
Dr. João Bénard da Costa
Setúbal, 10 de Junho de 2007

"Trinta anos depois do início das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, sob o figurino de que actualmente se revestem, chega, finalmente, a hora e a vez de Setúbal ser palco delas. Se outras justiças não houvesse – e delas falarei mais adiante – justiça poética se cumpriria, pois que o maior poeta desta cidade – a sua figura permanentemente mais celebrada, pelo menos desde que António Feliciano de Castilho lhe promoveu, em 1865, as comemorações do centenário do nascimento – foi o primeiro ou dos primeiros a invocar em verso Camões: "Camões, grande Camões, quão semelhante / Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! / Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, / Arrostar c'o sacrílego gigante".
Bocage, pois que é dele que falo, não devia imaginar que, com esse célebre soneto em que de Camões disse: "Modelo meu tu és…", estava a inaugurar uma infindável série de poemas em louvor do Poeta de quem celebramos hoje o dia. Pois foi pela voz dele e da geração dele que se estabeleceu – cerca de duzentos anos depois da morte de Camões – a equívoca unanimidade que o proclamou e proclama o luso "Príncipe dos Poetas".
Apesar dos que se precipitaram no século XVII para lhe roubar tudo: "as ideias, as palavras, as imagens / e também as metáforas, os temas, os motivos, / os símbolos, e a primazia / nas dores sofridas de uma língua nova" (estou a citar outro poeta nosso maior, Jorge de Sena, e o admirável poema "Camões dirige-se aos seus contemporâneos") a critica dominante no século XVIII ou esqueceu o poeta, ou verrinosamente o atacou, não reconhecendo essa língua nova. Foram os pré-românticos, como Bocage, ou, depois, os românticos, como Garrett, quem o recuperou, até na imagem mítica que o século XIX tanto alardeou. Falei de "equivoca unanimidade". A expressão aplica-se por igual a Bocage, tantas vezes saudado como o nosso maior poeta depois de Camões.
Mas se lhes demos – a um e a outro – tal assento etéreo, pouco mais lhes demos. Já um dia, num destes discursos, me perguntei e vos perguntei: onde estão as edições criticas de Camões? Para que parte da sua obra se fez fixação do texto? Que sabemos ao certo sobre a sua vida? Com quanta razão disse Sena – cito-o nova e gostamente – "que em matéria de Camões é um perigo dizer seja o que for"? E em matéria de Bocage? Conhecem-se as anedotas, alguns poemas eróticos e é com lembrança delas e deles que encobrimos quase sempre com um sorriso cúmplice (ou malandreco ou pudibundo) as referências ao seu nome. Saberão alguns que, perto da morte, Bocage já se não comparava a Camões, mas a Aretino, o grande poeta renascentista italiano, cuja reputação libidinosa atravessou os séculos. Mas se ao menos Bocage tivesse sido estudado como Aretino o foi! Aquele que chamou aos prazeres seus sócios e seus tiranos, numa analogia deveras singular, não desapareceu "desfeito em vento", numa "cova escura", como profetizou, mas dissolveu-se na nossa ignorância, no contumaz desconhecimento ou desfiguração do nosso património e na insólita relação com a memória que aos portugueses mais parece faltar do que qualquer outro atributo, ou de que os portugueses menos curam do que de qualquer outro atributo. Justiça poética, disse eu que se fazia ao comemorar o Dia de Camões na cidade de Bocage.
E já nem falo no esquecidíssimo Vasco Mousinho de Quevedo, que Faria de Sousa também considerou, no século XVII, "o maior depois de Camões" e de quem se ignoram mesmo as datas de nascimento e morte. Lá o figuraram, no século XIX, aos pés de Camões, na estátua do Chiado, mas não conheço ninguém que tenha lido o seu Afonso Africano, à glória do rei que, sob a luz brilhante aqui de Túbal, partiu em 1458 à conquista de Alcácer Seguer. E estou a citar, mais uma vez, Bocage e o soneto que começa: "Apenas vi do dia a luz brilhante / Lá de Túbal no empório celebrado" Mas outras justiças há, mais ou menos poéticas, de que importa falar nesta cidade de sol e de sal, que é também – convém usar e abusar de poetas neste dia – meu remorso, meu remorso de todos nós. Se tem sido inúmeros os cantores das belezas naturais que a cercam (a Arrábida, Palmela, o Outão) em que Andersen, o dinamarquês dos contos e das maravilhas, dizia, da Quinta das Machadas dos O'Neill em que se hospedou em Portugal, ter encontrado o paraíso terreal, permanece, sobre tais arrobos, a seca síntese de Raul Proença ao escrever que esta "maravilha do décor, da moldura, fazem esquecer o pouco interesse que em si apresenta a cidade – que é um bairro antigo de Lisboa, entre laranjeiras, com o mesmo aspecto das casas, as mesmas ruas estreitas da Mouraria ou do Bairro Alto, e com uma ou outra praçazinha solitária e cheia de sol".
É certo que a cidade, apesar do vestidão dos seus horizontes, sempre se abrigou deles e é certo que é uma das cidades mais secretas de Portugal, no seu aparente enscancaramento. É certo que traços mais primitivos foram abatidos – ainda mais do que em Lisboa – por tremores de terra que parcialmente a destruíram em 1531, 1755 e 1858. É certo que não foi poupada nem pela invasão espanhola de 1580, nem pelos Filipes que não lhe perdoaram o apoio dado ao Prior do Crato, nem pelas invasões francesas, nem pelas guerras civis dos inícios do século XIX. É certo que não podemos imaginar o seu esplendor, quando o Sado chegava onde hoje fica a Avenida Luísa Todi, e holandeses acorreram à cidade em busca do mais precioso dos seus produtos: esse sal, dito o de mais puros cristais da Europa, que serviu de moeda de troca para um acordo com a Holanda, visando a recuperação das colónias de Africa, América e do que restava do Oriente. Sabe-se que, apenas em dez anos, entre 1680 e 1690, saíram de Setúbal 7500 navios carregados de sal para os Países Baixos. "Toda a terra é retalhada do mar, com que juntamente vem a ser mar e terra, e os homens, a que podemos chamar marinhos e terrestres, tanto vivem em um elemento como no outro.
As ruas por uma parte se andam e por outra se navegam, e tanto aparecem sobre os telhados os mastros e as bandeiras, como entre os mastros e as bandeiras, as torres (…). Em muitas partes toma o navio porto à porta do seu dono, amarrando-se a ela e deste modo vem a casa a ser a âncora do navio e o navio a metade da casa, de que igualmente usam". O Padre António Vieira, que tanto usou o sal como metáfora – e, apesar de estar na cidade dele, me guardo prudentemente de citar o Sermão de Santo António aos Peixes ou o que sucede quando o sal não salga e a terra não se deixa salgar – descreveu da maneira que citei Amsterdam, em alusão aos holandeses, ou Setúbal, que ele bem conhecia e onde os holandeses tinham reencontrado uma cidade que, nas mesmas condições, reproduzia o mesmo aspecto? Duvida-se? Pois percorram a cidade velha com atenção (a atenção que não é costume dedicar-lhe) e ainda são várias as casas que, não fora o recurso aos diferentes materiais e métodos de construção, se podem confundir com casas de Amsterdam.~ Cidade secreta, disse eu. Secreta é-o no nascimento como cidade – dela não falam os nossos primeiros cronistas; secreta é a sua evolução entre o foral de D. Afonso II (1249), a lenda da Senhora da Água ou da Senhora Pequenina, a fundação da Casa do Corpo Santo (1340) e a construção das muralhas da vila, ao tempo de D. Afonso IV, para as quais o povo desta cidade se colectou com a primeira siza que houve em Portugal. Mas só no século XV, Setúbal se tornou uma cidade que conta, com a casa Cabedo e o casamento de D. João II com D. Leonor de Lencastre, sua prima direita. Porque escolheu o Príncipe Perfeito Setúbal como cidade da sua predilecção? Como o seu pai o deixara "rei das estradas", para usar expressão do próprio, tantas as benesses que D. Afonso V dera às grandes casas nobres, para destruir esse poder que o ameaçava, nada melhor do que Setúbal que nenhuma grande família escolhera para residência. E foi em Setúbal que aconteceu a "noite de muito grande terror e espanto", como Garcia de Resende se refere à noite de 23 de Agosto de 1484, em que D. João II assassinou por suas próprias mãos o primo e cunhado, o Duque de Viseu, e depois mandou chamar o irmão mais novo daquele, o futuro Rei D. Manuel, para que lhe beijasse a mão real junto ao cadáver do outro irmão da própria mulher. Mas foi esse mesmo D. Manuel quem veio a dar a Setúbal, por foral de 1514, o título de Notável Vila, enquanto nela mandou edificar o seu mais célebre monumento: O Convento de Jesus.
O sangue também se lava com o sal. Nos séculos seguintes os iates do sal, como assim mesmo eram chamados, transportavam das marinhas para o centro da cidade a sua principal riqueza. Se o século XVIII é o século de Bocage, e de Luísa Todi, esses e outros vultos não nasceram na cidade por acaso, mas reflectem tanto uma riqueza comercial que atraíu à cidade banqueiros de Hamburgo (os Torlades) como nela fomentou a criação de academias, como essa chamada adequadamente Problemática, numa cidade que o foi e o continua a ser. Mas Setúbal manteve-se cidade secreta, mesmo em épocas mais recentes. Talvez seja das cidades de Portugal a que tem mais para contar e da qual menos se conta.
Por isso, hoje, tão demoradamente me centrei nela. Este, como ser o dia do Poeta, é o dia das memórias e as memórias valem tanto mais quanto mais esquecidas se tornam. Nesta cidade, que viveu de conservantes, de conservas e de conservações, só a memória se não conservou. Salvaguardar o futuro? Mas o futuro só se salvaguarda quando se restituiu ao tempo o que cada tempo a seu tempo trouxe, verdade elementar mas verdade de que tão pouco curámos e curamos. Senhor Presidente da República: muito obrigado por me ter dado a palavra. Minhas Senhoras e Meus Senhores: muito obrigado por me terem escutado."

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Um Estranho Numa Terra Estranha

Robert A. Heinlein

Europa-América












Este livro conta a história de um homem vindo de Marte que ensinou a humanidade a grocar e a partilhar a água. E a amar.

Entenda-se grocar, segundo a Nota do Editor, como o sentido lato de compreensão total, completa e profunda das coisas.

«Em meados dos anos 60, muitos jovens em rebelião contra os valores mais "sagrados" do sistema americano adoptaram esta obra como um dos estandartes do movimento beatnik.»

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde

Mário de Carvalho

Caminho


Claro está que Mário de Carvalho iria desmentir a ideia de que este livro será uma cripto-crítica à classe política actual (ou a de qualquer tempo).


O que nos fica deste livro é a imagem de um romano com consciência, mas uma consciência de tal forma desenvolvida que lhe arranjou grandes e graves problemas, levando mesmo ao afastamento do seu cargo de duúnviro, de autoridade máxima da pequena povoação romana de Tarcisis – situada, adivinhamos nós, perto do que é hoje o Alandroal, pela proximidade do santuário de Endovélico, a que o autor faz referência.


Não podemos deixar de pensar nos políticos de hoje que, por maiores e mais elevados ideais que tenham, têm de abdicar destes e deixar-se levar pela engrenagem de um sistema pútrido ou, pura e simplesmente, se afastam ou são afastados. E foi isto que acabou por acontecer a Lúcio Valério. Acabou por ser convidado a abdicar do seu cargo, pois estava realmente muito longe dos modelos romanos, nos quais não se revia. Não apreciava os jogos, os deuses nada lhe diziam, procurava justiça nos seus julgamentos em vez de fazer aquilo que sabia que iria agradar ao povo, entre outros “defeitos de carácter” que os seus pares não lhe souberam perdoar.


É o resumo dos acontecimentos que levaram Lúcio ao cargo de duúnviro, até ao seu afastamento, que Mário de Carvalho nos conta com a mestria de um escritor de primeiríssima água. Pelo meio, ficamos a conhecer uma seita que se identifica pelo símbolo do peixe, cujos ritos são por todos temidos e odiados, e cuja existência, naturalmente, muitos problemas levantou ao duúnviro. A invasão dos mouros é ainda outro problema a que Lúcio Valério tem de fazer face, juntando-se a oposição levada a cabo pelo padeiro, filho de um liberto, com a ambição de chegar a edil da cidade; qualquer decisão que Lúcio tomasse iria encontrar um obstáculo. E é esta angústia, este querer fazer sempre o que a sua consciência lhe dita, esta pressão constante que também nós sentimos no desenrolar da história de Lúcio Valério que, para complicar ainda mais, se apaixona por Iunia Cantaber, uma das percursoras do culto cristão, cujo fanatismo é extremo.


Cabe acrescentar ainda que, não sendo um romance histórico – como o autor nos diz: Tarcisis nunca existiu –, as descrições dos espaços, das roupas, das regras e preceitos romanos são de extrema exactidão, o que, aliado a uma escrita no limiar do sublime, nos transporta para atmosferas e ambiências absolutamente extraordinárias.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Portugal e o Quinto Império por Cumprir

Rui Fonseca

Zian Editora

















Caros leitores, aqui marco o meu regresso ao Arte de Ler com um tema que me é muito especial.

O tema do livro em causa encontra eco em grande parte da classe poética portuguesa. No entanto, durante a segunda metade do século XX surgiu um adormecimento desta corrente de pensamento, designada por Sebastianismo. Não esquecendo a complexidade do tema, muitas vezes surge uma interpretação meramente artística de certos "tratados" sobre a temática sebástica. O autor Rui Fonseca, professor de Filosofia no ensino secundário, soube reunir todo um historial cronologicamente organizado, «partindo da raiz da temática (...) analisando alguns enquadramentos históricos que fazem recair sobre a grandiosidade de alguns povos a realização do Quinto Império».

Sem qualquer dúvida trata-se de uma obra interessante, oportuna e bem estruturada sobre esta temática. Contudo, o autor manifesta alguns subtemas algo alheios a temática como «a Declaração de Princípios da Cidadania Planetária». Rui Fonseca acaba por referir de igual forma a questão do antigo regime como: «o fascismo, espelho continuado deste atraso, caiu. E hoje, com o 25 de Abril, os tempos mudaram, as portas abriram-se e o futuro espera-nos». O Quinto Império, é intemporal, sem desenvolvimento politico/partidário, com o fundamento de um Estado Universal, regido por um Rei que terá reunidos em si o poder temporal e espiritual. Não faz sentido referir ao facto histórico da liberdade politica alcançada no 25 de Abril, sem referir acontecimentos políticos de grande importância para Portugal e sua Missão, tais como perda da independência Portuguesa, instauração do Regime Liberal, implantação da República e instalação do Estado Novo. Curiosamente é no período posterior ao 25 de Abril que se nota um maior afastamento literário e poético do mito do Quinto Império.

Penso que este livro é um bom contributo para esta causa, escrito por um livre-pensador, e eu como livre-pensador que sou, escrevo e digo: A Portugal está reservado um grande destino, deixar de ser Portugal e conduzir o Mundo Unido.

Apenas uma nota: curiosamente este livro foi editado no Brasil, pelo que não se entende a sua não edição em Portugal.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Segredo - Rhonda Byrne

«O Segredo é neste momento – e de longe – o livro de não ficção mais vendido em todo o mundo.
Só nos Estados Unidos vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares e ocupa o primeiro lugar dos principais tops de vendas, onde o respectivo audiobook também figura em destaque.
A autora, Rhonda Byrne, descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele (como, por exemplo, o autor de Conversas com Deus ou o autor de Os Homens São de Marte as Mulheres São de Vénus). Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas vai explicando no livro a “lei da atracção”: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.
Na origem do livro está um documentário feito para a televisão australiana que se tornou num sucesso global – é, presentemente, o DVD mais vendido em todo mundo, e mesmo em Portugal há sessões regulares de exibição e documentário. Ou seja, um fenómeno de culto.
Nos últimos dois meses O Segredo tem ocupado o primeiro lugar no top de livros da Amazon americana (entre os títulos de não ficção), enquanto o audiobook figura sempre entre os dez primeiros lugares.
O Segredo está no primeiro lugar do top da Publishers Weekly na categoria de não ficção.
O Segredo esteve ou está nos primeiros lugares dos tops do New York Times, USA TODAY.»

É isto que encontramos no site da fnac.
Ainda não li, mas estou a pensar em fazê-lo.
Parece que a "onda" do pensamento positivo é atraente para a generalidade das pessoas, no entanto pergunto-me "atrair aquilo que queremos atrair".
A finalidade será só o sucesso?
Atrair sem prejudicar ninguém?
hummm

Vou ter de ler primeiro para depois opinar qualquer coisa...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Reactivar

Caros companheiros,

O que me dizem se vos propuser reactivar este blogue?

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

A Real Irmandade de São Miguel da Ala


A Ordo Equitum S. Michaelis sive de Ala, Ordem de São Miguel da Ala, é a mais antiga Ordem Portuguesa. Criada por Dom Afonso Henriques, possivelmente após a tomada de Santarém aos Mouros, na Festa de São Miguel do Monte Gargano, a 8 de Maio de 1147.
Muito pouco nos tem chegado ou sido divulgado sobre a Ordem, o que torna apetecível a leitura desta obra. Trata-se de um livro composto pela Ordem nos dias de hoje, de modo a divulgar a sua História e património cultural. Encontra-se muito bem documentado, com várias imagens e gravuras de várias epocas, inclusive de cópias de antigos manuscritos que referem a mesma.
Vamos devolver o Seu Lugar na História de Portugal.

Quis ut Deus

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

O Livro de Horas para o Terceiro Milénio

Mais que um livro, um Diário... um manual de consulta para todos os aspirantes à Grande Obra.
Conforme nos indica o autor, José Medeiros, "a intenção deste Livro de Horas é ajudar a viver activa e conscientemente, orientando no Caminho que é a Vida e ajudando a percorrê-lo em segurança".
É um Manual que contém várias tabelas de consulta de horas astrologicas, horas solares e horas angelicais, aborda o tema dos centros energéticos do corpo humano (chackras) e um excelente calendário dos Santos.

Tal como é referido pelo autor: CUM PATIENTIA

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Dom Duarte e a Democracia


"Num momento em que Portugal tanto procura o seu lugar no mundo, é de extrema importância apostar no futuro, chamando a atenção para a Instituição Real como suporte da identidade nacional aberta ao serviço à humanidade.
Como demonstra esta biografia política Dom Duarte e a Democracia, redigida pelo meu amigo e companheiro de ideias Mendo de Castro Henriques, um rei, para além daa personalidade que tem, é um valor intrínseco de base indispensável à continuidade democrática e à existência da comunidade. E hoje, e para nós, a personalidade de Dom Duarte, apresenta-se como tendo raízes, história e sentimentos comuns a todos os portugueses; constitui a «Pátria com figura humana»."
in Posfácio de Gonçalo Ribeiro Telles

"O Rei de Portugal, Dom Duarte, poderá não ser Monarca Reinante mas tem a difícil tarefa de manter vivo o espírito cultural da nação; e isso é mais importante do que usar uma coroa."
Tenzin Gyatso, 14º Dalai Lama do Tibete
Fátima, 22 de Novembro de 2003

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Evento Templário

O Evento Templário que anunciámos aqui no Arte de Ler foi um enorme sucesso. As fotos podem ser vistas no site da Zéfiro.

Quantos aos livros apresentados na ocasião, as notícias surgem já nos vários jornais. Vejam tudo no blogue As Folhas da Zéfiro.

Amigo da História

O Amigo da História é um site que pretende disponibizar artigos relacionados com a História Ocidental, permitindo exteriorizar os nossos interesses através de uma variada gama de produtos, desde espadas, pendentes, porta-chaves, etc; livros e outros artigos multimédia; mas também peças originais, antiguidades, verdadeiras obras de arte cujas origens podem ser tão remotas como os 2500 anos a.C., passando pelas épocas Celta e Romana, assim como vários artigos medievais (esta secção ainda está em construção).

Visite em www.amigodahistoria.com

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Evento Templário

Apresentação da Colecção Arquivos da Cavalaria da Editora Zéfiro, no dia 13 de Outubro em Tomar.

Mais informações em www.zefiro.pt.

Um evento verdadeiramente Templário, a não perder, no dia em que passam 699 anos da infame perseguição aos Templários primitivos, perpetrada por Filipe o Belo.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Cartas de Parte Alguma - Tomo I

Raymond Bernard

http://zefiro.pt















Fiquei maravilhado pela capa deste livro.

É o primeiro livro de Raymond Bernard, lançado pela Zéfiro, após a sua morte a 10 de Janeiro último.

E é supreendente o título e as nuvens...

São de facto cartas de parte alguma e de toda a parte...

A abordagem do autor é sempre actual, como poderão ler nas cartas que abordam os Drusos no Líbano, por exemplo...

Bem Hajas Raymond Bernard, em "parte alguma" que estejas!

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