
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O umbigo dos outros

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domingo, 5 de outubro de 2008
Amerika (a leitura inacabada) II
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sábado, 4 de outubro de 2008
Amerika (a leitura inacabada) I

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domingo, 28 de setembro de 2008
Nunca me Deixes, Kazuo Ishiguro
Contornar o banal, a simplificação do pensamento, inventar novos modos de dizer o que antes já foi dito, pegar num tema e dar-lhe a volta, adaptar o tema à voz que já se possui - regras evidentes para a produção de um bom livro. Não é excessivamente importante a originalidade do material de base, pode ser até um constragimento para a prossecução da obra; o autor acaba por investir grande parte do seu esforço naquela ideia inicial absolutamente original e pode desleixar-se no aprimoramento da forma. Uma das maiores fragilidades da Ficção Científica, por exemplo. Em Nunca me Deixes, Ishiguro enveredou por caminhos estranhos ao seu universo criativo, poder-se-ia ter pensado. Mas de rompante somos confrontados logo nas primeiras páginas com todas as marcas de autor a que estamos habituados. O lento desenrolar dos acontecimentos acaba por confirmar a impressão inicial. A mestria do escritor inglês revela-se no uso de um estilo que finge ser desinteressado, afastado da pomposidade barroca dos primeiros livros, como Os Despojos do Dia, mas que não deixa de ser depurado de forma densa e nervosa, obsessivamente concentrado nos pormenores da narrativa: gestos, olhares, mínimas alterações de voz, o captar de memórias que remetem de imediato para o tempo presente. E o tempo, neste romance, é essencial. A narrativa é um extenso flashback, um salto em direcção ao passado idílico de Kathy, o narrador, realizado com um primeiro objectivo: reunir tudo que foi dito, tudo o que aconteceu que na altura parecia destituído de sentido, e reconstituir uma linha coerente que concorresse para o desfecho que é pressentido nas primeiras páginas, o fim de Kathy como "Carer". Mas este flashback, pontualmente interrompido por outras prolepses e analepses, pretende ser também outra coisa: o resgate de uma infância que passou rapidamente pela vida de Cathy, Tommy e Ruth. A amizade que unia os três, como nasceu, cresceu e se alimentou das suas forças e das suas fragilidades, das peculiariedades e imperfeições que, noutro lugar, os poderiam afastar.
Atribuindo sentido a essa infância perdida, Ishiguro acaba por compor de forma subtil, mas resoluta, personagens de corpo inteiro, dotadas de uma espessura que, ao invés de as elevar acima do comum dos mortais, as coloca a um nível próximo do leitor, quase palpável.
Não querendo adiantar muito mais sobre o enredo do livro, acrescento que a humanidade que ressume da vida quase trágica (e escrevo quase porque a serenidade com que as personagens aceitam o seu destino é desarmante) de Kathy, Tommy e Ruth, é o nó que acaba por ser desatado no final, o que de modo irreversível me colocou de um lado da discussão ética que o tema do livro levanta. E obras assim, que se dirigem directamente ao entendimento do leitor, o questionam sem pudor, são raras.
Nunca me Deixes, Kazuo Ishiguro, Gradiva, 2006
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sábado, 27 de setembro de 2008
Nunca me Deixes, Kazuo Ishiguro
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Tempo II (Austerlitz, W. G. Sebald)
De seguida, Austerlitz prossegue na sua digressão, desenvolvendo uma exposição que complementa o que anteriormente é sugerido. Fala do tempo e das formas que ele assume, das suas distorções e dos alicerces artificiais que o suportam. A mais assombrosa das invenções humanas, o logro mais perfeito de que nos poderíamos lembrar. Talvez fosse desnecessário complementar a mensagem, mas uma das características decisivas na obra de W. G. Sebald é a prolixidade de Austerlitz. O narrador limita-se a ouvir o que o outro diz, ou assim Sebald quer fazer crer ao leitor. Podemos facilmente imaginar que o discurso de Austerlitz seja entrecortado por observações do narrador que, em benefício da economia da narrativa e do objectivo maior da obra, são habilmente suprimidas. Sabemos das acções do narrador, pouco conhecemos das suas reacções às ideias de Austerlitz. Mas falo do que não existe, admito. A literatura que habita fora da obra, a marca fundamental dos grandes romances. Outro autor que recorre a este tipo de narrador que se coloca num plano exterior é Philip Roth. Os seus vários alter-egos ouvem muito e opinam pouco, são meros contadores das histórias que acontecem fora da sua vida. Sucede assim em Pastoral Americana, onde o sueco Levov é elevado à categoria de derradeiro herói americano, personagem frágil e ultrapassada, como o é também um certo modo de vida americano em processo de desaparecimento. De volta a Austerlitz, percebemos que aquilo que reforça a faceta trágica da personagem que dá nome ao romance é a sua expulsão do arco imparável do tempo. Ele pertence às memórias que persegue ferozmente, às ruínas por onde caminha em busca de uma identidade que ele sabe que nunca conseguirá resgatar. Filho de judeus engolidos pela máquina de destruição do Holocausto, adoptado por pais ingleses que não lhe quiseram revelar a origem, ele permanece, décadas após a descoberta da terrível verdade, apátrida e desterritorializado, sombra deambulando entre sombras. Quem existe situa-se fora deste mundo, o narrador que se limita a efabular sobre uma história de espectros.
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domingo, 21 de setembro de 2008
Tempo (Austerlitz, de W. G. Sebald)
A certa altura, o narrador e Austerlitz iniciam um passeio ao longo da margem do Tamisa, pela área de Docklands em direcção ao túnel que atravessa por baixo o rio e desemboca em Greenwich. Cruzam o parque e entram no Observatório Real, deambulam pelas salas, observando os instrumentos do tempo que ali estão expostos. Ao ler esta passagem, lembrei-me de um dos percursos que encetei aquando da minha primeira visita a Londres, semelhante em muitos pormenores ao descrito no livro. Mas a coincidência fica-se por aí, pelos lugares físicos que se repetem; os espaços mentais são radicalmente diferentes. O Observatório Real, conhecido por qualquer turista por causa do meridiano que toma o nome do bairro e do parque, reina sobre a colina que sobe desde o rio, emprestando ao conjunto uma atmosfera romântica, particularmente bela em dias de nevoeiro. Foi num destes dias que visitei o jardim, mas nem sequer entrei no edifício que alberga o museu devotado ao tempo e à observação astronómica. Austerlitz e o narrador entram, passeiam pelos corredores e salas, e ao fim de algum tempo retomam o diálogo - quase monólogo - que tinham interrompido antes da curta jornada em direcção a Greenwich. As salas estão praticamente vazias, à excepção de um turista japonês que, talvez por engano, entra na sala de observação onde os dois se encontram depois de terem visitado separadamente o museu. Rapidamente desaparece, e os dois reiniciam a conversa. No lugar onde o tempo se assume em várias camadas de realidade, eles recordam.
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
Deaf Sentence
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Direito de Resposta
Após uma amistosa troca de e-mails com o Prof. Joaquim Fernandes, após o meu post aqui no Arte de Ler sobre o seu romance O Cavaleiro da Ilha do Corvo, o autor aceitou o desafio de escrever um texto como “resposta” à minha recensão crítica da sua obra. Eis o texto:
Ficção e Realidade da “Estátua Do Corvo”
O objectivo do meu romance O Cavaleiro da Ilha do Corvo não foi produzir obra-prima ficcional, mas sim colocar à disposição dos leitores, pela primeira vez sobre a matéria, um painel documental documentado sobre a hipótese da verosimilhança da polémica estátua corvina. Sendo antes de mais historiador procurei atestar essa competência na confortável bibliografia, reunida ao longo de mais uma década, com intermitências, e exposta no final da obra. Sinceramente, nunca me preocupei com o modelo do “Codigo da Vinci”, ainda que logicamente o “esqueleto” ficcional da obra o torne comparável. Mas aqui nem pretendi ser original: bastou-me o insólito do acervo documental, ignorado pela generalidade dos leitores – incluindo muitos colegas académicos – para superar as eventuais fraquezas do enredo.
O importante é mesmo correlacionar a descrição de Damião de Góis, os nomes, datas e detalhes que me fazem crer – a mim a outros muito mais notórios investigadores, como o açoriano
Por outro lado, Damião de Góis é creditado pela descrição do primeiro rinoceronte visto em Lisboa; mas já é suspeito de ingénuo por aceitar relatos fabulosos de marinheiros...Em que é que ficamos?
O problema não é acreditar ou não em tritões, mesmo pela pena de Damião de Góis, mas aceitar que o cruzamento de todas as pistas elencadas na obra se completam reforçando a credibilidade do testemunho do cronista, referido na primeira pessoa – assinale-se.
Certamente que o arquitecto régio Duarte Darmas não é lenda, que o pedreiro do Porto, o donatário Pedro da Fonseca, a data de 1529, a legenda não-latina, etc., etc. também não são propriamente elementos que constem habitualmente de um relato vago, lendário. Então, os relatos da historiografia árabe e o mapa dos Pizzigani, de 1367, com referências explícitas às “estátuas-marco”, deixam muitas incógnitas no ar...
Sabe-se, no fundo, que existe aquela reacção inconsciente da nossa pretensa superioridade cultural, do eurocentrismo, que impede os nossos olhos de ver, com a luz da inteligência, os documentos disponíveis. Como explicar ao vulgo que, por exemplo, dois mil anos antes de Vasco da Gama, os Cartagineses deram a volta à África em sentido contrário da rota do nauta português? Não consta que tivessem defrontado o Adamastor, aliás figura recorrente usada pelas talassocracias marítimas para assustar a concorrência... E Portugal não fugiu à regra.
O que tentei fazer no meu despretensioso “romance” (modalidade por que optei em lugar de um porventura maçador ensaio) foi colectar e oferecer aos leitores “comuns” toda a informação disponível sobre o tema – que considero fascinante e tem ligações, como se sabe, a toda uma tradição do imaginário ocidental atlântico e “atlântido”, onde se fundem literatura e história. Sou contra todos os preconceitos de ordem cultural, do tipo “antes de nós o Dilúvio” que fez o nosso grande vate, num atitude patriótica, exaltante, “decretar” o silêncio da “antiga musa” e que os mares eram virgens até nós, por inspiração e escolha divina, termos desfraldado as velas. Piedosas “boutades”, típicas de uma consciência nacional em fim de ciclo e crise identitária, como sucedeu noutras épocas e noutras paragens.
Não se trata aqui de um “campeonato” entre portugueses e fenícios ou cartagineses ou outros, mas sim de uma problematização de um assunto, que foi muito discutido no século XIX e inícios do XX entre nós.
Se nos habituarmos a ver o génio nacional das Descobertas Modernas como parte de uma cadeia de aquisições sucessivas pela Humanidade, talvez possamos perceber uma nova visão da História evolutiva da nossa espécie.
Com os cordiais cumprimentos,
Joaquim Fernandes
Universidade Fernando Pessoa
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Mozart - O Supremo Mago
Confesso que sou um Mozartiano! Várias vezes olhei para a capa deste livro mas nunca achei curiosidade em lê-lo, quanto mais abordando assuntos que pouco me "despertam".
No entanto, procurando uma leitura para romancear o meu Verão encontrei o livro a um excelente preço (10€) e decidi finalmente ler. Já conhecia a obra do egiptólogo Christian Jacq, do qual sou admirador da forma como transmite os seus ensinamentos, de leitura simples, algo romanceada, mas fidedigna na precisão histórica.
Christian Jacq conseguiu transmitir tudo isto em Mozart - O Supremo Mago. Foi muito mais além, conseguiu enquadrar a Vida e Obra do compositor, recorrendo às cartas entre Wolfgang e Leopold Mozart, bem como a documentos historicos referente às diversas sociedades "secretas" existentes ou conhecidas na altura.
Este é sem dúvida um excelente livro, uma merecida homenagem ao Compositor de Deus, uma óptima leitura a acompanhar pela sua sublime criação.
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Francisco Canelas de Melo
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Hotel Memória
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
A ler
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
O Cavaleiro da Ilha do Corvo
Joaquim Fernandes
Círculo de Leitores / Temas e Debates
Confesso que não estava nos meus planos fazê-lo, mas o Amigo
Primeiramente, pensei que não iria gostar do livro devido à forma, isto é, ao estilo da escrita. Contudo, não se pode dizer que o livro esteja mal escrito. Apesar de se tratar do primeiro romance do autor, nota-se que domina já algumas técnicas básicas do género ficcional e o livro até se lê bem.
Claro está que a colagem ao ainda famoso Código da Vinci é evidente – O Cavaleiro da Ilha do Corvo é uma tentativa descarada de fazer um Código da Vinci à portuguesa. As semelhanças são indiscutíveis: um “casal” de protagonistas, sendo que o personagem masculino é também um professor universitário; uma “sociedade secreta” que procura a todo o custo que não se conheça a “verdade”; um sábio idoso, auxiliado por um mordomo, mas que desta feita não é o “mau da fita”; aventuras e peripécias várias ao longo do livro, mas num estilo muito mais “pausado” quando comparado com o Código.
Mas, tal como no Código da Vinci, também aqui estamos na presença de uma conjectura que não chega a teorema. Isto é, por muitas voltas que o autor dê, por muitas ideias que apresente e por muito que se esforce para que tudo faça sentido, o certo é que as bases são pouco sólidas. Essencialmente, o romance anda à volta de uma hipotética estátua encontrada pelos navegadores portugueses na Ilha do Corvo, decorria o reinado de D. Manuel I e que, juntamente com outros achados, provaria que as ilhas haviam sido descobertas muitos séculos antes dos navegadores portugueses. A descrição desta estátua é feita por Damião de Góis, o que, para o autor, é suficiente como garantia de veracidade. Ou seja, Damião de Góis é, para o autor, uma fonte autorizada e irrefutável. Contudo, e apesar de termos em grande conta o prestigiado humanista português, temos de relembrar que é o mesmo Damião de Góis que dedica várias linhas na sua Descrição da Cidade de Lisboa à existência de tritões, nereidas e sereias nas águas limítrofes à cidade. Apesar de não emitir qualquer parecer, é evidente, pela leitura das suas palavras, que não descarta a hipótese e até, pelo contrário, dá a entender que acredita na existência desses míticos seres. Assim, poderíamos dizer que a acreditar em tudo o que Damião de Góis escreveu, deveríamos também acreditar na existência de tritões, nereidas e sereias nas águas e grutas da costa portuguesa…
Mas não é só neste aspecto que o livro é pouco consistente; alguns erros grosseiros, como aquele que o nosso Amigo
Ainda assim, trata-se de um livro que satisfaz bastante, enquanto obra de ficção, pois tem um enredo bem encadeado e cativante.
Contudo, como dissemos acima, a conjectura não passa a teorema. Se fosse esse o caso, o autor teria escrito um ensaio e não uma obra de ficção. Este livro padece da mesma enfermidade do Código da Vinci – pretende apresentar uma teoria nova, escondida pelas entidades e instituições instaladas e que pode revolucionar a forma como vemos o Mundo, mas não passa de teoria com demasiadas falhas para ser aceite unanimemente.
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domingo, 3 de agosto de 2008
Verão
Há quem guarde para o Verão as leituras extensas, os tijolos para os quais não teve paciência, nem tempo, para ler durante o resto do ano. Há quem comece livros e nunca os termine; há quem os abandone logo no início e os substitua por algo mais leve, digamos, como se a leveza fosse uma qualidade material e não um ponto de vista. Há quem escolha policiais, porque vão bem com a praia e as esplanadas, as gotas de suor sobre a areia e o incómodo vento de fim de tarde; há quem corajosamente recuse a leveza do resto do ano e mergulhe em profundidade, como se ler fosse semelhante a um desporto náutico; há quem nunca leia, e continue a não ler durante o verão, apesar do esforço inglório e breve a que se remetem nos primeiros dias de férias.Pois bem, ler não implica uma pausa no pensamento - mas pode ser na acção; vi as melhores mentes da minha geração perderem-se nos meandros lodosos da acção, sem dedicarem um minuto que seja das suas vidas ao pensamento. A leitura deveria ser uma actividade laboral, um trabalho no intervalo da acção; de outro modo, a verdadeira acção. O ócio não é uma desistência; é uma entrega à sabedoria, e dessa forma à acção. E a leitura deve ser parte importante de um momento de ócio. A culpa, como em quase tudo, é dos cristãos. Mais exactamente, da maldita ética protestante, que valoriza o trabalho acima de tudo, considerando-o uma medida da bondade humana; e recusando o ócio como mola da acção, motor da produção humana. Os gregos, como sempre, estavam certos.
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domingo, 22 de junho de 2008
A Terra Oca

A Terra Oca
Raymond Bernard
Editorial Minerva
Contracapa
Os homens interrogam-se nesta hora de pesquisa espacial acerca das muitas incógnitas do cosmos, quase sem se darem conta de que alguns dos maiores enigmas da Terra em que vivemos estão por desvendar ainda.
Certas questões a que a ciência não soube dar resposta satisfatória são tratadas nesta obra de Raymond Bernard, verdadeiro best-seller nos EUA, traduzida em várias línguas e que, agora, tão oportunamente sai a lume para satisfação dos leitores.
Chegará a teoria da força centrífuga para justificar o achatamento da Terra na região dos pólos? E qual a verdadeira causa desse estranho fenómeno observado na atmosfera, a aurora boreal? Onde, e como, se formam icebergues de água doce, por vezes gigantescos, que se encontram à deriva por oceanos salgados? Por que razão a bússola assume um comportamento tão anormal no extremo norte? Donde provêm as curiosas colorações verificadas nos desertos gelados do Antárctico?
Raymond Bernard responde-nos neste livro a estas e outras questões através das suas espantosas teorias. Alguns leitores sentir-se-ão, por certo, surpreendidos ou talvez chocados pelo arrojo das teses expostas, outros achá-las-ão absurdas ou até impossíveis.
De qualquer modo, as teorias desenvolvidas neste livro, como o afirma o editor americano, e o leitor poderá confirmar, apoiam-se em descobertas científicas, em factos comuns, e estão devidamente fundamentadas em referências e documentos dignos de todo o crédito. (…)
Este livro foi uma agradável surpresa! Conheço a vasta obra do seu homónimo Raymond Bernard, conhecido pelas obras dedicadas à Tradição e, por curiosidade, procurei esta obra que aborda um tema comum a ambos os autores: Agartha! Segundo o autor norte-americano, Agartha é o império subterrâneo constituido por milhões de habitantes onde na sua capital, Shamballah, governa o Rei do Mundo. Neste "mundo" não há morte nem velhice, todos os habitantes vivem em paz e plena comunhão, dizem-se descendente dos povos pré-dilúvicos vindos da Atlântida e da Lemúria.
Por muito que pareça, pela descrição anterior, um livro de ficção como "Viagem ao Centro da Terra" de Júlio Verne, este ensaio apoia-se em testemunhos claros de expedições aos pólos conduzidas por reconhecidos pesquisadores e cientistas.
A um preço bem acessível (p.v.p. 8 €), vale a pena ler e meditar sobre a realidade do nosso Universo, tão extenso e tão perto de nós.
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Francisco Canelas de Melo
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