segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

A História da Atlântida


Lewis Spence

Livros do Brasil



Hoje em dia existem três formas distintas de encarar a temática da Atlântida: há aqueles que acreditam na existência de uma Ilha-Continente que submergiu em tempos idos; há os que não acreditam e há os que dizem «Atlân... quê?...».

Mas, o que me parece ainda mais evidente é que os que acreditam, acreditam porque sim, e os que não acreditam, não acreditam porque não! Ou seja, os que acreditam, tais como os que não acreditam, baseiam as suas crenças no que ouviram dizer deste ou daquele. Normalmente os que acreditam, fazem-no porque estão convencidos que são de mente aberta, estão abertos aos temas da New Age, acreditam que existe uma conspiração que tenta esconder as verdades sobre os grandes mistérios da Humanidade, etc.. Os que não acreditam, estão convencidos de que já foram efectuados todos os estudos possíveis e de que nunca foram encontradas quaisquer provas que corroborassem a teoria. Assim, estão certos que a discussão já nem se coloca e acreditar em tais coisas é para os maluquinhos...

Isto tudo para dizer que são muito poucos aqueles que se debruçam, de facto, sobre a temática e se embrenham em estudos e pesquisas. Os entraves a tais estudos são muitos, pois existe pouca obra publicada sobre o tema, em forma de livro e em português, claro está.

Assim, esta História da Atlântida vem preencher um vazio em termos editoriais, uma vez que se trata de um estudo bastante bem fundamentado, realçando uma série de aspectos que, até nos mais cépticos, podem levantar questões pertinentes.

Em grossas linhas podemos dizer que o autor vai recapitulando as fontes da História Atlante, referindo, como é óbvio o incontornável Platão, transcrevendo Timeu e Crítias.

Mas, aquilo que nos parece mais importante são as invasões da Europa, referidas a páginas tantas pelo autor. A primeira efectuada pelo povo Aurignacence, por volta de 25 mil anos a.C., um povo com um sentido muito apurado de Arte e de Beleza, constatados nas pinturas rupestres que nos legaram, e que segundo o autor levaria séculos a atingir. Ora, não existem vestígios deste povo em qualquer outra parte do mundo, nem a Sul ou a Leste, onde pudessem ter vivido e onde pudessem ter evoluído, e o seu aparecimento espontâneo na Europa é, para o autor, um forte indicativo de que houve uma invasão, vinda de um continente hoje submerso. Outra invasão foi prepetrada pelo povo Azilense, este por volta de 12 mil a.C., mas cujas pinturas rupestres denotam já uma degenerescência.

Enfim, são apenas alguns aspectos, talvez menos conhecidos, que o autor desvenda ao longo das páginas de uma obra editada pela primeira vez em 1926.

2 comentários:

mahayana disse...

Eu posso dizer que estou dentro dos que acreditam que acredito numa existência da Atlândida porque sim e nunca até este momento procurei uma investigação séria das fontes, embora tenha lido variados livros que abordam a Atlântida.
Não conhecia este livro.
Relacionar as pinturas rupestres com uma invasão atlante acho bem provável devido à idade provável dessas pinturas, mas assim também tinhamos que ter em consideração a "primeira idade megalítica na Europa" que talvez também coincida com essas invasões.
Falar sobre a Atlântida é sempre fascinante e como poucas certezas existem e o mistério é grande ainda a torna mais fascinante.

Anónimo disse...

oi Mahayana, eu tbm acredito na Atlântida e por este motivo estou fazendo um trabalho escolar sobre esse assunto umtrabalho que 10.000 pessoas iram ver nos dias 8 e 9 de novembro na escola geo, que fica em João Pessoa

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